Orgia sangrenta no baile funk

Volta e meia leio um paulista ou gaúcho fazer um comentário do tipo: as mulheres aí ficam andando de bunda de fora? Não sei bem porque, isso sempre me irrita um pouco, afinal 99% do tempo dos cariocas não é passado na praia, e bunda de fora só mesmo na praia. Entretanto, ontem no baile funk, vendo a gostosinha rebolando à minha frente, com uma calça tão apertada que era possível ver todos os mínimos contornos do rego, rendi-me às evidências: as cariocas realmente adoram mostrar a bunda.

Fiquei tão fascinado pela garota dançando que ela acabou percebendo, e passou a lançar-me olhadinhas maliciosas que deixaram meu pau mais duro do que já estava. Junto com duas amigas, ela veio se aproximando e, sem que eu percebesse, postou-se junto à mim, dançando ainda, e dando leves encostadas na minha área mais sensível.

Eu não queria sair dali nunca mais. Senti falta de uma cerveja, mas deixei pra lá. De repente, sinto alguém me puxar pela mão. Era uma das amiguinhas tesudas da menina à minha frente. Arrastaram-me para um canto escuro do terreirão onde rolava o baile. Uma delas, a que eu reparara primeiro, abriu-me o zíper e com a mão direita puxou meu pau pra fora. As outras duas beijavam-se uma à outra, e uma delas levantou a camisa e mostrou duas belas e grandes tetas.

Enquanto isso, a menina chupava-me o pau com um talento incrível. Tive que me esforçar para não gozar logo nos primeiros segundos. Segurei-me e curti sensações que me causavam estremecimentos tão fortes que a menina parou de chupar e olhou-me curiosa e preocupada. Ao reparar que não era nada, voltou a chupar. Eu revezava meus olhos entre a boca carnuda sugando-me o cacete e as duas gostosas se agarrando, uma delas chupando os peitos da outra, que se masturbava com os dedos enfiados para dentro do shortinho branco.

Estava quase quase gozando quando senti o cano gelado da pistola encostado na nuca. Não me virei, nem broxei. A garota continuou chupando, indiferente. A voz grossa e má conseguiu mesclar ao meu tesão um terror desesperado.

- Aí meu chapa, tu é guloso héin? Pegou logo três. E logo as três gatas do chefão...

Não pude evitar um gemido alto quando gozei, não podia suportar mais. Gozei com medo, o que produziu uma química estranha, e nem por isso menos poderosa. Também senti um gosto de sangue na boca. Pensei ter morrido, mas logo vi que o sangue não era meu. O cara que me apontava a arma tinha levado um tiro. A garota das tetas de fora segurava um pequeno revólver calibre 22 e tinha uma expressão de infinito ódio.

- Esse babaca sempre atrapalha nossas transas. Não aguentava mais.

As outras riram alto. Puxei as calças, fechei o zíper e me retirei discretamente.

6 comentários:

Vidal disse...

Fala Miguel! Tem uma coisa nestes teus textos que eu fico puto! Sempre quando começo a ler acho que é uma crônica, algo que aconteceu mesmo e que você está narrando. Aí, quando se menos espera você desbanca pro conto. Mermão, do CACETE! Parabéns mesmo. Eu li essa e a da FLIP e quero ler mais!! Abração pra ti!

márcio américo disse...

O Vidal matou a pau! conto em forma de crônica. Aliás, eu comecei ler e já formulando uma pergunta: que porra vc tava fazendo num baile funk??
abração.

Miguel do Rosário disse...

pois é, esse é mais um da séria "cronicas fantásticas". abraço.

Mão Branca disse...

É verdade.
Conto que começa como crônica social é muito interessante.
E quando é bem escrito e com bom tema, fica massa. Parabéns, Miguel.

poncy disse...

E meu irmao quase vc passa dessa pra pior....
mas ficaria melhor ainda se essa historia fosse realmente sua!!!

por aki a gente ouve e lê cada coisa!!!!

Anônimo disse...

vixe!!! muito bom!!!
fernando tavares

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